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Como chamar atos terroristas de m​aus se padrões morais são relativos?

Ess​e​ é o triste dilema dos nossos dias.

Os atos horrendos em Paris, praticados por assassinos sanguessugas contra pais, maridos, esposas e filhos franceses traz​em​ à tona o real desequilíbrio ético que adoenta nosso mundo. De um lado, os líderes mundiais se ajuntam à voz do povo nas redes sociais, condenando os atos terroristas. Presidente Obama afirma que os terroristas serão trazidos à justiça por seus atos “ultrajantes” e ataques “contra a humanidade e contra os valores que compartilhamos”.

Mas do outro lado, nossas sociedades não querem reconhecer valores ou moralidade objetiva. No teatro do “tudo é relativo”, não há definições concretas. Nada se pode afirmar. Não existe “certo” ou “errado” porque a ciência não pode prová-los com fórmulas matemáticas. Ninguém nasce mulher. E milhares de bebês, roubados da dignidade de serem humanos, nem ainda os são permitido nascer. Os criminosos nas ruas são vítimas das famílias estruturadas que, por sua vez, estão perdendo sua estrutura conforme a palavra família é forçada a adotar definições bizarras. Homens não podem ser pais; mulheres não podem ser mães; nossos filhos não podem ser héteros. Não restringe-se o que se sente; paixões da juventude são a norma e dane-se a razão! Coerência é piada enquanto palhaços dirigem nosso país. Sob a bandeira da paz e amor, a ditadura da tolerância exige que todos os deuses sejam adorados e negados com a mesma veemência, inclusive aquele que amarra bombas nos seus filhos para lança-los em praça pública. Tudo é certo, tudo é aceito, nada será negado a não ser o bom senso, a virtude e a consciência.

Me diga então qual justiça se pode oferecer às vítimas dos atos terroristas que não seja somente a vingança? O sangue derramado clama por uma justiça real e eterna. Mas aonde a encontramos? Aonde? Dirão: “Terrorismo é detestável por causa da dor e sofrimento que causa.” Mas com qual base dizemos que o doloroso é indesejável? Não seria uma questão relativa? A dor de um não é o prazer do outro? “A opinião popular e a necessidade natural da evolução dizem que o sofrimento é indesejável.” Mas quem disse que elas têm direito a opinar? Não são elas o mero fruto de reações químicas? Quem há de julgar entre a reação química que leva à paz e aquela que leva à perseguição? “Nós damos valor à vida ainda que ela não tenha valor própria.” E quem disse que podemos impor aquilo que valorizamos para o resto do mundo? O terrorista não tem também seus valores? Sua opinião não seria tão valida quanta a nossa? Quem gerencia isso?

Nosso disfarce ético não durará por muito mais tempo. Usamos palavras como “justiça”, “humanidade” e “esperança” ao mesmo tempo que as arrancamos dos nossos dicionários.

Nesses dias escuros, a cosmovisão cristã é luz que ilumina. Nossa justiça baseia-se na santidade gloriosa de um Deus Criador que formou o homem e carimbou Sua lei sobre seu coração. Entendemos que nosso clamor por justiça é o clamor de uma alma perdida por seu Criador. Nossa sede por algo que faça sentindo só se satisfaz quando reconhecemos que a justiça parte de absolutos estabelecidos antes da fundação da Terra. Encontramos esperança neste cenário infernal quando submetemos a verdade de um Deus transcendente. Encontramos perdão e conforto quando reconhecemos que a misericórdia de Deus é tão preciosa quanto Sua justiça.

Encontramos consolo perante a morte. Os atos diabólicos de terror tem seus dias contados. Deus não tem crise ética. “Que ele julgue os aflitos do povo, salve os filhos do necessitado e esmague o opressor.” (Sl 72.4) Sua justiça prevalecerá.