A Bíblia não é Netflix

Acredito que não sou o único que já tentou ler a Bíblia toda em 1 ano, e falhou. Repetidas vezes.

Em Janeiro começa a leitura voraz, rapidamente ticando a programação diária. Mas, quando o ritmo perde força, percebo que qualquer atraso sobrecarrega as leituras futuras.

Em meados de Abril ou Maio me deparo com dezenas de capítulos para ler em Deuteronômio, Obadias, Amós e Ageu. A solução? Usar o método Netflix: fazer maratonas. Separo horas para rapidamente ler e ticar os capítulos da programação. Fazendo uma péssima imitação do Flash, tento ler sobre as leis judaicas em alta velocidade.

Que fique claro: é bom ter metas, e é essencial que o cristão tenha uma vida devocional. Se você tem o hábito de ler a Bíblia toda em 1 ano, continue nesse propósito.

Mas, na minha experiência, percebi que minhas maratonas de leitura não estavam paralelas com minha compreensão. Havia quantidade de leitura, mas pouca reflexão. Se Filipe aparecesse ao meu lado e perguntasse, “Entendes o que lês?”, eu teria que confessar que não. Até entendi as histórias e personagens principais, mas não havia reflexão sobre como esses mil momentos diferentes encaixavam na narrativa maior da pessoa e obra de Jesus Cristo.

Assim como destaca o apostolo Paulo, devemos preferir 5 palavras compreensíveis a 10mil palavras confusas (1Co 14.19). As vezes, para fazer mais, é preciso fazer menos.

Se você está pensando em programar sua leitura Bíblica em 2018, talvez é uma boa hora priorizar sua reflexão. Tanta faz se você lê 5 versículos ou 5 capítulos por dia: o importante é que tenha tempo para enxergar a grandeza do poder e plano de Deus no texto, e que isso então desperta confissão, adoração e oração.

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