O que faz um trabalho ser ministerial?

O QUE FAZ UM TRABALHO SER MINISTERIAL?

Sua motivação. Ele pode ser executado como qualquer outro trabalho, fazendo uso de ferramentas, procedimentos, ideologias “comuns”. Porém, um ministério tem como motivação alcançar almas com o Evangelho.

Destaco 4 implicações:

1. Uma empresa lucrativa e um ministério sem fins lucrativos podem e devem ter muito em comum. Orçamentos, planejamento, divulgação, relevância, etc. Ter motivações ministeriais não te isenta de boa administração.

2. A sua motivação não define sua ética; antes, sua ética direciona suas motivações. Funcionários e empresários cristãos devem praticar ética bíblica independente de quem os contratou. Ter motivações ministeriais não te isenta de praticar boa ética.

3. Espera-se de um ministério o que se espera de uma empresa qualquer: que o tratamento dos funcionários e clientes seja coerente com a ética e motivação ministerial.

4. Empresas & igrejas que executam projetos de forma desleixada, tomando como desculpa “Somos apenas um ministério”, depreciam sua ética e motivação ministerial. Ser ministério não te isenta de buscar a excelência para a glória de Deus.

Nossas igrejas estão frias?

SIM, muitas igrejas estão frias.

Jesus Cristo afirma: “Nisto todos saberão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (João 13.35) O apóstolo Paulo escreveu aos Colossenses: “Ouvimos do amor que tendes para com todos os santos…”.

Muitas igrejas se esforçam para serem fundamentadas na doutrina, na Palavra e bons costumes. Isso é bom. Mas quantas são conhecidas pelo seu amor árduo? As placas das nossas igrejas afirmam que somos INDEPENDENTES. Mas temo que tenhamos nos tornado demasiadamente individualistas. Há pouca preocupação com “todos os santos”. Há poucos dispostos a repetir a oração feita pelo apóstolo Paulo: Que o Senhor nos aumente, e faça-nos crescer em amor uns para com os outros, e para com todos. (1 Tess 3.12).

A “marca registrada” do cristão é o amor que flui de Cristo. Um amor pelo povo de Deus, a família de Deus, o reino de Deus, a causa divina. Um amor que é paciente e benigno; não é invejoso; não se vangloria, não se orgulha, não busca os próprios interesses, não se enfurece, não guarda ressentimento do mal, etc. (1 Cor 13.4,5)

Senhor, aviva-nos! Restaura-nos! Nos dê a graça de obedecer Sua Palavra, custe o que custar: “O amor seja sem fingimento…Amai-vos de coração uns aos outros com amor fraternal” (Rm 12.9,10).

Você conhece Jesus Cristo como seu Salvador?

Você conhece Jesus Cristo como seu Salvador? Ele é o seu Redentor?

Talvez você participe dos cultos de uma boa igreja evangélica. É possível que tenha lido vários trechos da Bíblia e talvez tenha em sua biblioteca livros sobre a vida cristã. Já ouviu falar do Evangelho e da salvação. Pode até ser que você seja batizado e professe estar entre os salvos.

E mesmo assim, apesar da aparência exterior, pode ser que você ainda não siga a Cristo, pois Ele ainda não é seu Senhor. Independente da sua situação religiosa, peço que considere por um momento: você já foi perdoado por Cristo?

Onde há perdão, houve primeiramente uma ofensa. É fundamental que entendamos que nosso pecado é a nossa maior ofensa contra Deus. Recomendo a leitura do capitulo 9 de Esdras pois neste capitulo, ele confessa seu pecado junto com o pecado do povo de Israel. Lemos a partir do versículo 5: “Me pus de joelhos, e estendi as minhas mãos para o SENHOR meu Deus; e disse: Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para levantar a ti a minha face, meu Deus; porque as nossas iniqüidades se multiplicaram sobre a nossa cabeça, e a nossa culpa tem crescido até aos céus. Desde os dias de nossos pais até ao dia de hoje estamos em grande culpa…” A atitude de Esdras demonstra que ele enxergava seus pecados como sendo ofensivos ao próprio Deus santo. Esdras não fez de conta que seus pecados eram ocultos ou discretos e nem ainda uma “escolha pessoal”, mas admite que “nossa culpa tem crescido até aos céus”. Nossa culpa é vista por Deus, pois vivemos todo dia perante Seus olhos. O próprio Esdras reconheceu, “Eis que estamos diante de ti, na nossa culpa” (Esdras 9.5). O Rei Davi admitiu “Fiz o que é mal à tua vista” (Salmos 51.3) e o profeta Isaias confessou, “as nossas transgressões se multiplicaram perante ti, e os nossos pecados testificam contra nós” (Is 59.12).

Essa culpa “que tem crescido até aos céus” é o efeito colateral do pecado. A culpa nos lembra a cada momento da condenação justa por causa do pecado. Carregamos o peso da punição vindoura, temendo um encontro com o Deus Justo depois da morte. “Todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão” (Hb 2.15). E com toda razão, afinal a Bíblia não poupa palavras quando descreve a punição eterna daqueles que zombam de Deus: “Este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira” (Apocalipse 14.10a).

Antes de ser salvo, é necessário que você perceba o quão perdido você é nos seus pecados. Somente o náufrago clama por socorro. Você já chegou a se ver culpado diante do seu Criador? Chegou a admitir, “Fui pesado na balança da perfeição divina e tenho sido achado em falta”? Já confessou, “estou destituído da glória de Deus”?

Se você está carregando o peso da condenação, as boas novas do Evangelho serão como água para sua alma sedenta. Aqueles que são corroídos pela podridão do pecado acharão restauração em Cristo. Ele diz: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede” (João 6.35). Este versículo diz a respeito à satisfação. Deus foi satisfeito com o sacrifício de Jesus Cristo na cruz. Cristo se satisfaz em remir pobres desgarrados e nós somos satisfeitos com a regeneração das nossas almas. Certamente, quem corre a Cristo, encontra satisfação eterna. Como não ser satisfeitos quando experimentamos que “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Cor 5.17)? O Salmista escreveu, alegre e satisfeito: “Tu limpas as nossas transgressões. Bem-aventurado aquele a quem tu escolhes, e fazes chegar a ti, para que habite em teus átrios; nós seremos fartos da bondade da tua casa e do teu santo templo ” (Salmos 65.3,4).

Somos lavados das nossas transgressões! Cada detalhe do pecado é expurgado pelo sangue de Cristo. O sacrifico de Cristo é tão completamente imerecido e tão maravilhosamente completo. O Filho de Deus fez-se carne para resgatar-nos da nossa carnalidade. Ele deu sua vida na cruz para assim dar vida aos acusados. O Justo morreu pelos injustos. Foi paga a minha divida, pois o Filho de Deus aceitou morrer a minha morte na cruz aonde eu deveria ter sido crucificado. Claramente entendemos: “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mt 20.28). Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus, tomou sobre Si a ira de Deus para que – morto e ressurreto – fosse a salvação completa dos mais indignos pecadores.

Pergunto: você está satisfeito em Cristo? A sua alma repousa nele? Ou está ainda a procura de outro consolo além de Cristo?

Talvez você esteja confusa em como chegar a Cristo. Vejamos novamente a oração de Esdras, em Esdras capitulo 9. Perceba como ele reconheceu sua vergonha e iniquidade no versículo 6, confessou sua culpa no versículo 7 e por fim agarra-se à graça de Deus no versículo 8: “Agora, por um pequeno momento, se manifestou a graça da parte do SENHOR, nosso Deus, para nos deixar alguns que escapem, e para dar-nos uma estaca no seu santo lugar; para nos iluminar os olhos, ó Deus nosso, e para nos dar um pouco de vida na nossa servidão” (Esdras 9.8). A graça de Deus tem se manifestada, permitindo que nós – presos na servidão ao pecado – possamos escapar da culpa e da condenação. É um escape imerecido, pago na integra por Cristo. Boas intenções, ofertas financeiras ou serviço dedicado não alcançarão o que a graça de Deus alcança por nós: um escape!

Como então ir a Cristo? Correndo. Como confiar nele? Inteiramente. Como rogar Sua misericórdia? Confessando seus pecados e crendo que Ele providenciou um escape. Devemos agarrar esta verdade: “Na nossa servidão não nos desamparou o nosso Deus; antes estendeu sobre nós a sua benignidade…para que nos desse vida” (Esdras 9.9).

Agora não seria a hora de buscar essa benignidade de Deus? Onde quer que você esteja, não seria agora o momento de buscar um tempo à sós, e, de joelhos dobrados e coração quebrantado, rogar que Deus lave sua alma no sangue de Cristo? Estas palavras deviam ser suas: “Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto” (Salmos 51.9,10).

Nós nos preocupamos com a mensagem da salvação porque não temos outra mensagem a anunciar a não ser: “Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores” (1Timóteo 1.15). É bom ler artigos, é ótimo ouvir palestras e excelente investir em bons livros. Mas nada valerá a pena se em primeiro lugar você não tem buscado o perdão de Deus aos pés da cruz.

Pergunto novamente: você conhece Cristo como seu Salvador?

Ser Jovem Não é Desculpa!

Em Jeremias 1.5-7, lemos o relato de Deus chamando Jeremias para ser um profeta, e exibir um testemunho santo e claro da verdade de Deus no meio do povo.

Diante dessa enorme responsabilidade, Jeremias respondeu com uma desculpa: “Ah, Senhor DEUS! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino”. Jeremias afirma que não tem nem capacidade nem idade para cumprir o chamado de Deus. E o Senhor prontamente o repreende, como vemos no versículo 7: “Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem Eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás”.

O cenário descrito acima me parece familiar. Tenho 25 anos e reconheço que há uma certa preguiça entre nós, os jovens, para obedecer a Deus. como se nós pensássemos que servir a Deus é coisa de gente grande e então damos a desculpa que somos apenas meninos. Somos a geração do “Diga Não ao Compromisso”. Relaxados espiritualmente e confortáveis com o jeito do mundo, muitos jovens são como camaleões, se tornando parecidos com seu ambiente. Qual ambiente? A sociedade ao nosso redor, que não nos motiva a vivermos neste presente século de forma sóbria, justa e piedosa (Tito 2.12). E as igrejas, por sua vez, tendem mais a mimar os jovens em lugar de exortá-los a serem para Cristo um povo seu especial, zeloso de boas obras (Tito 2.14).

Em Tito 2.6-8, o apóstolo Paulo chama os jovens a serem em tudo exemplo de boas obras, na doutrina sendo criteriosos, íntegros e reverentes, e com uma linguagem saudável e irrepreensível. Uma responsabilidade clara. O apóstolo não se preocupava em sobrecarregar os jovens, mas sim em exortá-los a “segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento”(1 Pedro 1.15).

A história demonstra que Deus trabalha através de jovens dedicados e fiéis. Basta ler sobre as vidas de Jonathan Edwards, Adoniram Judson, David Brainerd, Jim Elliot, Henry Martin, Robert Murray McCheynne, Charles Spurgeon, entre tantos outros e veremos vidas jovens sendo dedicadas e gastas no serviço ao Senhor, como a de Jeremias. Nós, os jovens, precisamos de líderes e pastores que digam: “Cristo vos chama para exibir um testemunho santo e claro da verdade de Deus no meio do povo”. Você tem capacidade e idade sim! Sede santos e viva sua fé.

Ser jovem não uma desculpa para deixar de servir a Deus; é um motivo a mais para fazê-lo!

“Tu me tens ensinado, ó Deus, desde a minha mocidade; e até agora tenho anunciado as tuas maravilhas”. (Salmos 71.17).