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Published Janeiro 17, 2018

Olha a crise: temos ódio profundo por hipocrisia, mas amamos a idéia de viver totalmente leal a nossa essência. E somos, essencialmente, mutáveis e inconstantes! Mudamos de gostos, de opinões, de sentimentos.

O cristão não é isento dessa crise. Ele conhece a frustração de se chamar um “seguidor de Cristo” mas se deparar no ato do pecado. E não somente meros pecados “leves” – mas pecados intencionais e grotescos.

O diabo nessas horas tem uma resposta na ponta da língua: você é hipócrita por que você é falso. Você imita o salvo, mas não é salvo de fato. Se você fosse um discípulo autêntico de Jesus Cristo, você seria totalmente coerente com a sua essência. Você é fake news.

ESCRAVOS DE SI

É sutil, mas o mundo divulga essa idéia em cada esquina: a sua identidade é formada a partir daquilo que você faz. Um modelo exala beleza na capa da revista? Então ela é linda na sua essência. Uma celebridade gasta dinheiro como se não houvesse amanhã? Então é rico. Um CEO tem a última palavra na empresa? Então é poderoso, merecedor de admiração.

O lado negativo, claro, é que quando você finalmente encontra uma identidade, você fica preso a ela. Você não pode ser outra coisa. Ser outra coisa é ser hipócrita e falso. Então o gay não pode deixar de ser gay, feminista não pode deixar de ser feminista, ateu não pode deixar de ser ateu. Não é permitido que os jovens e belos se envelhecem, e nem os apaixonados deixarem de sentir meros sentimentos a flor da pele. Você é escravo daquilo que te define.

O EFEITO DA CRUZ

O Cristianismo, porém, aponta outro caminho: até o discípulo Tomé, mesmo em crise de dúvidas acerca do Cristo ressurrecto, continuou sendo discípulo. Pedro, chamado por Jesus, não se tornou menos chamado quando negou o Senhor na crucificação. Não perderam sua identidade como filhos de Deus e irmãos de Cristo. Antes, perderam sua identidade no primeiro encontro com Jesus: o leproso deixou de ser leproso, o manco saiu andando, o ladrão de impostos prometeu devolver o valor roubado, e os mortos em ofensas e pecados deixaram de ser defuntos. Encontraram uma identidade que é fincada na essência de outrem. Encontraram Jesus Cristo, o Messias.

Em uma sociedade desperado por SER alguma coisa, esses primeiros discípulos descobriram o Único que diz “Eu SOU”.

Qual é a nossa identidade em Jesus Cristo? Amado, perdoado, aceito, filhos do Deus Altíssimo! Percebe como nossa identidade é descrito por ações divinas – e não humanas. Meu trabalho, salário, ou sexualidade não me define. Não sou preso a eles. Antes, sacrifico o que tenho e desejo para honrar Aquele em “quem não há sombra de variação”. Ele é autêntico. Verdadeiro. Real. Fiel.

Qual é nosso papel? Somos chamados a andar de acorda com essa identidade em Jesus Cristo, e não de acordo com uma essência forjada na fogueira dos nossos próprios corações.

Então, o que sou? Sou obra dele. Sou fruto da sua iniciativa. Produto do seu amor. Sou tudo o que Ele diz que sou. E se o Filho me libertou, sou verdadeiramente livre.

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