O testemunho da família Pals

Em 2013, Jamison Pals escreveu para sua esposa Kathryne, com quem já estava casado há 3 anos. Ele escrevia acerca da sua vontade de fazer um trabalho missionário em Japão:

“Kathryne, peço que você me acompanhe. Vamos fazer de tudo para irmos [até o Japão]. Pode ser que o Senhor queira nos manter aqui, mas se não, nós iremos. Pode ser que nos custe muito, mas poderia ser de outro jeito? Seja qual for nossa perda, valerá a pena se ganharmos mais de Cristo. Acredito que o Senhor está nos enviando. Peço que você confie em mim. E, ainda mais importante, peço que você confie na direção e cuidado soberano de Deus. Ele estará conosco, e Ele irá perante nós. Certamente, Sua bondade e sua misericórdia nos seguirão todos os dias das nossas vidas. Certamente, vamos habitar com Ele para todo o sempre, seja aonde for que morarmos. Você jamais estará sem seu Deus e Salvador.”

3 anos depois, já com planos para mudar para o Japão como missionários, a Kathryne escrevia no seu blog:

“Toda vez que passamos por uma porta em direção ao Japão, o Senhor abre outra. E toda vez que Ele abre outra, me vejo dependendo cada vez mais dEle pela força e fé para tomar o próximo passo.”


01/08: Hoje pela manhã, a família Pals estava de viagem, rumo ao estado de Colorado (EUA), onde planejavam fazer um mês de treinamento antes de mudarem para o Japão. Mas a direção e cuidado soberano de Deus planejava outro caminho. Em um acidente provocado por um caminhão desgovernado, faleceu o casal Pals e seus 3 filhos: Ezra (3 anos), Violet (quase 2 anos) e Calvin (2 meses).

A minha primeira reação é fazer perguntas sem respostas. Porque Deus tiraria a vida de uma família tão dedicada e fiel? O que o reino de Deus ganhou com a perda desta família tão disposta a servir ao Senhor?

Mas o testemunho da família Pals me faz refletir. A pergunta certa é: o que a família Pals perdeu ao confiar plenamente na soberania de Deus? O que perderam por chegarem ao céu sem antes ter passado pelo Japão? O que perderam, hoje, ao ouvir “Bem aventurado, servos fiéis” sem ter servido por longos anos no campo missionário? O que perderam sendo pais submissos à vontade de Deus? O que perderam sendo recebidos pelo Pai soberano que sabe dar boas coisas aos seus filhos?

E a resposta é ‘nada’. Perderam nada.

Pela graça de Deus, ganharam tudo.


Blog da família Pals: https://joyofjapan.org

Os hinários demonstram união cristã

As vezes parece que as linhas denominações são os limites da cooperação cristã. Mas nem sempre foi assim. Hinários, como a Harpa Cristã (CPAD) ou Cantor Cristão (JUERP), são prova de que pode haver cooperação entre aqueles que confessam a fé ortodoxa para louvor a Deus.

Uma amostra sucinta:

Autores metodistas
Quão Grande és Tu – Thomas Obadiah Chisholm (letra) e William M. Runyan (melodia)
De Jesus a Doce Voz – Elvina Mabel Hall (letra) e John Thomas Grape (melodia)
Alvo mais que a Neve – Eden Reeder Latta (letra)
Tudo Entregarei – Judson Van De Venter (metodista-episcopal)
Foi na Cruz, Foi na Cruz – Ralph E.Hudson (metodista-episcopal)
Rude Cruz – George Bernard (metodista-episcopal)

Autores anglicanos
Santo! Santo! Santo! – Reginald Heber (letra) e John Bacchus Dykes (melodia)
Tal Qual estou – Charlotte Elliott
Luz após Trevas – Frances Ridley Havergal
Comunhão Celeste – Henry Francis Lyte

Autores batistas
Sou feliz – Philip P. Bliss
Novo Nascimento –  George C. Steb­bins (melodia)
Antífona – Willian Edwin Entzminger, missionário batista em Bahia em 1891, falecido no Rio em 1930. (letra)
O Grande Amigo – Joseph M. Scriven

Autores presbiterianos
Rocha eterna – Thomas Hastings (melodia)
Felicidade no serviço – Alfred Henry Ackley (letra)
Mais de Cristo – John R. Sweney
Louvamos-te, ó Deus – William Paton Mackay

Outros
Deus vos guarde pelo seu poder – Jeremiah Eames Rankin (congregacional)
Ditoso dia – Philip Doddridge (Puritano)
Oração para a Noite – Petrus Herber, (Unidade dos Irmãos Boêmios, protestantes)

Fonte:
http://www.cvvnet.org/m/index.php?cmd=view&id=95240
http://www.cyberhymnal.org/
http://www.sharefaith.com/guide/Christian-Music/hymns-the-songs-and-the-stories/articles.html
http://www.ccel.org/ccel/ryden/hymnstory.txt
https://www.scribd.com/doc/51044807/Historia-dos-Hinos-Cantor-Cristao
http://www.wholesomewords.org/biography/biosankey10.html

Intimidade no Namoro

Nunca se viu tantos livros publicados sobre o namoro. E ainda assim, o sexo fora do casamento persiste como sendo um dos grandes causadores de confusão, frustração e isolamento nos namoros entre cristãos.

Alguns fatores complicam a questão. Para muitos, a vontade sexual em si é tida como algo imundo, dando a impressão que o ideal é buscar um relacionamento platônico, fingindo que não há desejos sexuais ou que estes podem ser facilmente afogados com um minuto de oração ou leitura devocional.

Há também exageros dentro da igreja, tanto no excesso de silêncio ou de condenação. Mas o resultado é o mesmo: medrosos, os namorados não se abrem para com seu pastor ou irmãos mais maduros. E assim cresce aquele doloroso conflito nos seus corações: “Sei que não consigo vencer essa tentação sozinho, mas serei apedrejado se eu abrir a boca.” E o namoro prossegue, sobrecarregado com sentimentos de culpa e falsidade.

Claro, o culpado da história não são os desejos em si, e sim a expressão inadequada daqueles desejos.

Um princípio que talvez seja de ajuda aos nossos jovens é o seguinte: foi Deus quem inventou a progressão natural da intimidade, e não Satanás. Ou seja, como o gráfico ilustra, é normal o desejo de intimidade aumentar de acordo com o tempo e aproximação investidos.

E, da mesma forma, e aqui está a chave da questão, é absolutamente ANORMAL que a intimidade se diminua enquanto a aproximação e o tempo estiverem crescentes.

Sendo assim, reconheçamos então que há somente três maneiras para evitar que a intimidade inadequada venha sobrecarregar o casal:

  1. Ou se encerra a aproximação;
  2. Ou se encerra o tempo;
  3. Ou se procure o casamento, aonde a aproximação e tempo podem ser satisfatoriamente investidos.

Claro, nenhum casal optará pelas primeiras duas opções. E, assim, a única opção lógica, bíblica e segura é a 3ª.

O que acontece é que se tem inventado uma 4ª opção, a qual sugere que um casal de namorados poderá estender a aproximação do namoro e ao mesmo tempo negar todo e qualquer sinal de intimidade emocional, física ou sexual, se estiverem ‘dedicados suficientemente ao Senhor’. Como se fosse possível – graças a uma boa dose de santidade! – alimentar um fogo sem aumentar seu calor.

A ideia é absurda mas tem gerado crises espirituais em muitos jovens que, almejando a pureza, buscam ser “super cristãos” o suficiente para aniquilarem a matemática relacional que o próprio Deus formulou. Imagine tamanha nuvem de decepção que pesa sobre suas cabeças.

A solução? Abra o jogo e ofereça expectativas reais. Um “namoro de Deus” é justamente aquele que reconhece que namoro não é o ideal que Deus projetou. Namoro sempre deixará a desejar. Por mais romântico e colorido que seja, é péssimo a longo prazo. Não se encante com ele.

Deseja curtir uma boa companhia por anos a fio? Isso se chama casamento.

Deus deseja que sejamos ricos. Aqui está a prova:

Você pode não acreditar, mas a Bíblia diz claramente que os cristãos têm direito a riqueza. Dúvida?

Nas Escrituras, encontramos varias menções da riqueza divina concedida aos homens. Veja só:

  • Deus deseja que saibamos “quais são as riquezas da glória da sua herança” (Ef. 1.18)
  • Deus planeja mostrar “a suprema riqueza da sua graça” (Ef 2.7)
  • Paulo pregava acerca das “riquezas insondáveis de Cristo” (Ef 3.8)
  • Deus nos abençoa de acordo com as “riquezas da sua glória” (Ef 3.16)
  • Todas as nossas necessidades são supridas segundo a “riqueza na glória em Cristo” (Filipenses 4.19)

Pois bem, quais riquezas são essas? E como podemos recebê-las?

A FONTE DA RIQUEZA É JESUS CRISTO

Essas riquezas mencionadas acima seriam, talvez, uma conta bancária cheia e transbordante? Não. São riquezas superiores ao dinheiro impresso na Casa da Moeda! Veja o que Paulo escreveu aos Efésios:

“Nele temos a redenção, o perdão dos nossos pecados pelo seu sangue, segundo a riqueza da sua graça” (Ef 1.7)

Ou seja: a riqueza da graça de Deus se expressa no eterno perdão dos nossos pecados e na salvação das nossas almas!  Por isso, as riquezas divinas não podem ser roubadas, perdidas ou corrompidas. São garantidas para todos que confessam seus pecados e confiam em Jesus Cristo.

Existe riqueza maior do que ter um relacionamento com o Salvador? O dinheiro impresso pelos bancos nacionais ou o ouro descoberto em minas não se pode comparar com a preciosidade de ser resgatado por Jesus Cristo! Assim diz o apóstolo Pedro:

Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo…” (1Pe 1.18,19)

Sim, Jesus Cristo, o Filho de Deus, tomou forma de homem, viveu entre nós, foi obediente à vontade de Deus até a morte de cruz, para que pudéssemos conhecer a riqueza da salvação, perdão e regeneração. Paulo disse aos corintios:

“Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis.” 2Co 8.9

Tendo Jesus Cristo como Salvador, somos abençoados com a maior benção de todas: um relacionamento com o Deus que nos criou!

A GRAÇA DE DEUS É RICA PARA CONOSCO

Quando falamos da graça de Deus, estamos nos referindo às expressões de seus atributos para conosco, atributos tais como a compaixão, bondade e misericórdia. São expressões de Si mesmo, e não são superficiais. São profundas e significantes, e testemunham de quem Deus é.

Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. (Ef 2.7)

Deseja conhecer os atributos de Deus? Em Jesus Cristo “temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus” (Rm 5.2)

RIQUEZA FINANCEIRA É INCERTA

E a riqueza financeira? Não devemos ser todos ricos? Não. Antes, devemos todos ser contentes com a suficiência que encontramos em Jesus Cristo.

Paulo aconselha a Timóteo: “Devemos estar satisfeitos se tivermos alimento e roupa” (1Tm 6.7). E ainda adverte: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos loucos e nocivos, que afundam os homens na ruína e na desgraça. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males…” (1Tm 6.10).

É verdade que muitos cristãos podem encontrar tanto a pobreza quanto a riqueza durante suas vidas terrenas. O próprio apóstolo Paulo dizia, “Tenho experiência diante de qualquer circunstância e em todas as coisas, tanto na fartura como na fome; tendo muito ou enfrentando escassez” (Filipenses 4.12). E assim aprendeu “a estar satisfeito em todas as circunstâncias em que me encontre” (Filipenses 4.11).

Assim como tudo neste mundo, as riquezas são incertas. O homem que depositar sua fé nelas será abalado e frustrado.

“[Não] ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos;” 1 Tim 6.17

Que possamos nos contentar com as riquezas que temos em Jesus Cristo!

Quero trabalhar no ministério mas tenho uma família para sustentar, o que faço?

1. Ouça ao apóstolo Paulo: “Se alguém não cuida dos seus, especialmente dos de sua família, tem negado a fé e é pior que um descrente” (1Tm 5.8). Aquele que deixa de sustentar sua família (saúde, alimentação, moradia) para fazer “ministério”, faz um desserviço a obra.

2. Saiba que o ato de sustentar sua família já é uma forma de ministrar.

3. Se não é possível trabalhar no ministério integralmente, não sinta que você está abandonando seu ‘chamado’. Antes de ser chamado ao ministério, você foi chamado para ser marido, pai e líder no lar.

4. Devemos seguir o exemplo de Jesus Cristo: Ele cuida da Sua Noiva, a Igreja. Logo, devemos cuidar das nossas noivas.

5. Dinheiro não é tudo, claro. Mas cuidar de uma família exige dinheiro. Devemos ter fé, claro. Mas não podemos pagar o padeiro com fé. Deus nos dará o pão de cada dia, mas geralmente Ele fará isso por meio de uma transação comercial na padaria.

10 conselhos para quem sonha em estudar teologia

Meu amigo e professor Tiago Santos, pastor na Igreja Batista da Graça e diretor-pastoral do Seminário Martin Bucer, compartilhou dez conselhos para aqueles que querem estudar teologia.

Um jovem de 18 anos me procurou, dizendo que quer estudar teologia. Ofereci a ele, como resposta, dez conselhos, ou dez passos, como queira, que quem deseja estudar teologia deve atentar:

1. Procure examinar seu coração diante de Deus e se certificar de que sua fé está firmada unicamente na pessoa e obra de Jesus Cristo.

2. Leia as Escrituras rotineiramente. Todos os dias, se puder. Procure estudar particularmente os evangelhos, começando com o evangelho de João. Ore e peça que o Espírito de Deus ilumine seu entendimento da Palavra.

3. Desenvolva o hábito da oração e da confissão de pecados. Busque em Cristo arrependimento, perdão e direção.

4. Desenvolva a santidade: desconfie do velho homem e revista-se de um novo homem, com valores da fé cristã, conforme o ensino da Escritura. Seja ético em tudo que fizer. Seja honesto, verdadeiro, íntegro e um bom exemplo para todos os que convivem com você. Isto é uma luta diária e é uma luta difícil. Você precisará de graça de Deus para isso.

5. junte-se a uma igreja local. Sem igreja, o estudo da teologia é vazio e sem sentido. Não se pode pensar num membro do corpo fora do corpo. A fé cristã ganha expressão na comunidade cristã que é a igreja. Torne-se membro de uma igreja genuinamente evangélica e fique firme nela. Ame a igreja e sirva a igreja.

6. Submeta-se à pregação rotineira da palavra de Deus e não deixe de participar dos cultos de adoração ao Senhor Jesus Cristo. Você precisa disto para crescer na fé e entendimento das Escrituras.

7. Procure aconselhar-se com irmãos mais experientes na fé e, particularmente, com o pastor de sua igreja.

8. Procure estudar bastante. Estou falando da escola e dos livros mesmo. Aprenda uma profissão e se especialize nela. Torne-se um profissional competente, diligente e excelente no que faz.

9. Desenvolva uma cultura de leitura: Leia bons livros cristãos; leia a história da igreja e leia boa literatura clássica;

10. Quando isto for uma realidade concreta em sua vida; quando você estiver fazendo isso por alguns anos, aí sim você deve pensar em estudar teologia. Antes disso, é perda de tempo.

Fonte: facebook.com

Manifestações em prol da justiça

Se o cristão tem sido banhado na justiça de Deus, por meio de Jesus Cristo, é absolutamente coerente que todas suas ações sejam saturadas com um senso peculiar daquilo que é justo e santo. Seu trabalho, seu lazer, sua adoração, sua vida familiar – tudo deve expressar as virtudes do reino e caráter do Rei. E isso inclui sua forma de manifestar-se contra aquilo que é corrupto e maléfico.

O cristão não se paralisa perante homens corruptos. Antes, é um dos primeiros a agir, seja em oração, seja em socorrer os aflitos, seja em usar sua voz e força para avançar a causa da justiça.

Com o exemplo de Ester, entendemos que o povo de Deus não se cala perante a injustiça. Enquanto alguns rogam perante Deus, outros rogam perante reis terrenos, movidos pela mesma esperança: Deus é soberano e fará tudo que Lhe apraz.

O batista James Graves e o movimento landmarkista

No século XIX surgiu um movimento entre as igrejas batistas do sul dos EUA que visavam responder perguntas como, “Qual a origem dos Batistas?”, “Batistas devem cooperar com pedobatistas?” e “Quais têm sido as distintivas Batistas ao longo dos séculos?”. Ao longo de 30 anos, James Robinson Graves, pregador e editor de um jornal Batista, sistematizou e publicou suas respostas às essas perguntas, arquitetando assim o Landmarkismo (ou landmarquismo). O nome do movimento, que significa no inglês “demarcar terreno”, tomou seu nome, em parte, do Provérbio 22.28: “Não removas os marcos antigos que teus pais fixaram.” Graves entendeu que as igrejas batistas haviam se afastados dos seus antigos fundamentos, necessitando assim a reforma proposta pelas premissas Landmarkistas.

O movimento Landmarkista tem no seu âmago uma eclesiologia exclusivista, na qual Graves afirma que as igrejas Batistas Landmarkistas —descendentes de uma longa sucessão iniciada por João o Batista e continuada pelos Anabatistas — são as únicas igrejas legítimas no mundo. É tida como falsa qualquer igreja que não foi plantada por uma igreja Landmarkista ou não defende todas as premissas Landmarkistas. Para Graves, todas as igrejas não-batistas se levantam contra os Batistas legítimos, e praticam rebelião clara contra a pessoa e senhorio de Jesus Cristo.

O homem que estabelece qualquer forma de igreja como igual [à verdadeira] ou em oposição a ela e influencia os homens a se unirem a ele, com a impressão de que eles estão se unindo à igreja de Cristo, comete um ato de rebelião aberta a Cristo como o único Rei de Sião; enquanto ofendem, enganam e iludem os que desejam seguir a Cristo, e sobre isso ele disse que “melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar” (Mateus 18:6). Deve ser verdade que aqueles que originam tais falsas igrejas, e aqueles que os apoiam por seus meios e influência, ocupam a posição de rebeldes contra a autoridade legítima e suprema de Cristo. (Fonte: GRAVES, J. R.. The Dispensational Expositions of the Parables and Prophecies of Christ)

No Landmarkismo clássico, somente as igrejas batistas são autorizadas pelas Escrituras a pregar, batizar, ministrar a ceia, enviar missionários ou plantar outras igrejas. No seu livro Trilemma, Graves chega a afirmar, “ministros Protestantes não têm qualquer direito bíblico para pregar o Evangelho“.

A maioria dos Landmarkistas com quais tenho conversado desconhecem a história do movimento landmarkista. Acredito que essa falta de informação prejudica tanto aqueles que pensam em se unir ao movimento como aqueles que buscam deixá-lo. O documento anexado abaixo, intitulado “O Despertar do Landarkismo: Uma análise da vida e teologia de James R. Graves“, foi meu TCC entregue ao Seminário Martin Bucer em agosto 2015. Espero que as informações coletadas neste texto sejam úteis a outros. Divido o texto em duas partes: primeiro, a história pessoal de James Graves é traçada e, depois, são oferecidas resenhas da sua visão eclesiástica.

Baixe o PDF do texto “O Despertar do Landmarkismo

Pecado, julgamento e um lanche no Burger King

Até onde você iria para não ser julgado por seus pecados?

Esta é a pergunta feita pelo commercial do Burger King, lançado no dia 29/jan no YouTube com divulgação paga no Facebook. No vídeo, sete pessoas são levadas de barco à águas internacionais, uma zona livre de “leis e julgamentos da terra“, para serem livres para “cometer qualquer pecado sem serem julgados“. Os sete passageiros representam sete pecados: luxúria, preguiça, avareza, gula, inveja, ira e vaidade.

Deixados literalmente boiando em águas internacionais, os passageiros são socorridos por um barco do Burger King, que está lançando o lanche “7 Pecados”. Um funcionário do Burger King avisa para alegria de todos: “Agora vão poder cometer sete pecados de uma só vez!”  Uma das passageiras, aliviadas, confessa que o barco do Burger King “salvou minha vida!“, enquanto outro passageiro confessa, “Se tiver pecado todo dia, toda hora, a gente ta ae pra cometer nê?” O vídeo encera com a última fala: “Ah, hoje vou pecar.

Claro, não é a primeira vez que a palavra ‘pecado’ é usada para avançar uma campanha publicitária. Afinal, uma das técnicas mais antigas de marketing é confessar as pessoas que é bom desejar o produto X de forma passional. Mas o curioso com o vídeo do Burger King é a cosmovisão entrelaçada nele:

1. Errado é ser julgado pelos pecados mas não o pecar em si. A tragédia humana é não ter a liberdade — ou a ‘dignidade’ — de se expressar o pecado o tanto quanto gostaria. É sugerido que o pecado pode levar a alegria plena.
2. Julgamentos existem simplesmente porque homens existem. Confundindo atos criminais com atos imorais, o vídeo sugere que certos pecados só existem porque há leis humanas que o condenem. Mas a constituição Brasileira, por exemplo, não criminaliza a vaidade ou a preguiça em si. As leis condenam somente as expressões indevidas destes pecados. Ninguém é preso por sentir ira e sim pela agressão. Os pecados capitais são condenados por uma lei moral que antecede qualquer lei humana.

burger king 7 pecados

O contraste com a cosmovisão cristão é clara. Enquanto nossa sociedade pergunta, “Até onde você iria para não ser julgado pelos seus pecados?”, o Evangelho indaga, “Aonde você irá para ser perdoado pelos seus pecados?”. Na cosmovisão cristã, o foco está na corrupção do pecado, e não na condenação ao inferno. O juízo final e a condenação eterna são conseqüências do nosso pecado e por isso queremos liberdade dele. Não queremos ser livres para expressar nossa escravidão; queremos sim ser libertos da nossa escravidão. Pecado sem condenação nunca será um combo tão atraente quanto o perdão sem corrupção.

O amor de Deus assegura nossa salvação

“Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” (1 João 4.9)

Estas são as boas novas de grande alegria: O perdão dos nossos pecados é diretamente ligado ao amor de Deus. Somos tão perdoados quanto somos amados. E a cada nova manhã, o perdão de Deus é tão seguro quanto é o seu amor por nós.

Reflita sobre esta preciosidade: a certeza da nossa salvação é embrulhada no amor de Deus. Não há como separar um do outro. O apóstolo Paulo pergunta, “Quem nos separá do amor de Cristo?” E a resposta ecoa por toda a eternidade: “Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 8.39). A nossa certeza é fincada nesta promessa; nossas almas são ancoradas nessa garantia.

Sempre que duvidamos da realidade do amor de Deus, nossa certeza de salvação também é ofuscada. Frutas ressecadas procedem de árvores não saudáveis. Da mesma forma, uma salvação momentânea só pode ser gerada por um amor meramente esporádico. Somente um amor eterno pode gerar salvação eterna.

Irmãos, somos salvos por amor do Seu nome (1Jo 2.12). Nossos maiores pecados foram perdoados por amor do Seu nome. Nossas transgressões mais secretas foram perdoadas por amor do Seu nome. O filho pródigo encontrou perdão no abraço amoroso do seu pai. Em Jesus Cristo, este abraço não se desfará. Enquanto Jesus Cristo manifestar o amor do Pai (eternamente!), viveremos (eternamente!). Viveremos aceitos, acolhidos, amados e assegurados.

Talvez, você esteja chocado com o tamanho ou a diversidade dos seus pecados. Aquele que acusa os santos talvez te acusa neste momento. Irmão, volte seus olhos para Cristo. Veja o Seu amor. Tente descreve-lo. Tente medi-lo. “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus” (1Jo 3.1). Em Jesus Cristo você é amado e perdoado, eternamente.