Somos Todos #Mortais

O australiano Arthur Stace havia sofrido muito na sua vida até os 45 anos. Filho de pais alcoólatras, cresceu na extrema pobreza, sobrevivendo graças a restos de comida encontrados no lixo ou roubados das padarias. Ainda na adolescência, caiu no mesmo vício de seus país, e aos 15 anos foi preso. Sem ensino formal, trabalhou por um tempo como segurança em um prostíbulo que pertencia a sua irmã e, mais tarde, durante a primeira guerra mundial, chegou a se alistar no exército. Mas seus ataques recorrentes de bronquite não permitiram que servisse.

Foi com 45 anos que Arthur ouviu Rev. John Ridley pregar sobre o texto de Isaías 57.15: “Assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Habito num lugar alto e santo, mas habito também com o contrito e humilde de espírito, para dar novo ânimo ao espírito do humilde e novo alento ao coração do contrito.” O coração de Arthur, doente e desprezado, ficou quebrantado quando o reverendo clamou: “Eternidade, Eternidade! Como desejo fazer ecoar esta palavra pelas ruas de Sydney! Um dia você terá um encontro com ela – aonde passará a Eternidade?

A palavra “Eternidade” impactou sua fé de tal forma que Arthur, aquele que mal conseguia escrever seu próprio nome, começou a rabisca-la com giz nas calçadas e ruas. Virou um hábito diário que ele manteve por 35 anos até sua morte. Calculam que escreveu “Eternidade” meio milhão de vezes.

Por mais que tentemos ser distraídos pelo consumismo, sempre voltamos a nos assustar com a mortalidade. Sempre que pensamos que nossas vidas são planejadas, arrumadas e certas, a mortalidade nos lembra o quão frágil somos. Quando o time do Chapecoense perde sua vida, choramos com aqueles que choram. Mas também choramos por nós mesmos. Pois lembramos que também somos meros mortais. A vida é apenas um vapor. Em algum momento inoportuno, nossos amanhãs desparecerão e gastaremos nosso último folego, talvez o último abraço, o último sorriso, ou a última doce lembrança daqueles que nos amam.

Mas Arthur entendeu que os homens compartilham também da Eternidade. Há uma certa ironia nisso: todos nós teremos um fim, e, ao mesmo tempo, nenhum de nós terá um fim. Nossa brevidade se refere a nossa vida perante os homens. Sim, ela passará, independente se foi vivida como um ditador ou missionário. Mas a eternidade se refere a nós como criaturas de Deus. Fomos criados para conhecer o brilho da glória eterna do nosso Criador. E por isso conheceremos a eternidade. Mas até disto tentamos nos distrair. Assim como disse o profeta Isaías, Deus habita na eternidade, e seu nome é Santo. Temos pouca atração por uma eternidade saturada pela santidade divina, a não ser que Deus a faça despertar em nós.

Quão bom seria se pudéssemos lembrar da eternidade toda vez que nos deparamos com a mortalidade. Sim, a morte vem, mas Arthur nos lembra que a própria morte é mortal. Nosso fim também tem um fim. E em Cristo Jesus, o filho de Deus, descobrimos que o amor eterno nos redime dos nossos pecados mortais. Na sua morte e ressurreição, na sua vitória e glória, encontramos o antídoto da mortalidade.

Os Cristãos e Seus Ídolos

Houve um tempo em que eu considerava uma certa linhagem batista como sendo a única denominação autenticamente cristã. Com isso, entendia que todas as demais denominações eram variações da minha, e assim cópias mal feitas, incapazes de honrarem o nome de Deus.

“Ainda que houvessem cristãos naquelas outras denominações,” pensava eu, “eles são incapazes de obedecer a Deus ’em espírito e em verdade’ da forma que eu consigo. Suas igrejas não são igrejas legítimas, suas pregações não são autorizadas pelas Escrituras, sua adoração não passa do teto, e o Espírito Santo jamais usará seus esforços como tem usado os esforços batistas. Os fatos são esses.”

Mas veja que engraçado (ou triste): ainda que eu pensasse dessa forma, eu amava citar os ‘velhos santos’ como J. C. Ryle (anglicano), Jonathan Edwards (congregacional) e centenas de puritanos que não criam como eu mas que Deus usou tremendamente ao longo da história da igreja. Sem muita crise de consciência, usava os comentários de João Calvino, a Concordância de Strong (metodista), os devocionais de Matthew Henry (Presbiteriano) e amava os “hinos históricos” que foram, na maioria, escritos por santos que não participavam daquela denominação que eu defendia furiosamente. Em nenhum momento me toquei quanto a essa incoerência.

Fui conhecendo outros irmãos em Cristo (que não eram batistas como eu). Homens queridos que espelhavam o amor de Cristo. Homens e mulheres que parecia ser mais dedicados ao serviço do Senhor do que eu. Isso me incomodava. Mas consegui superar. “Infelizmente, não podem desfrutar de um relacionamento pleno com o Senhor como eu desfruto.” Afinal, como é que um cristão pode ter um relacionamento pleno com Deus se ele frequenta uma igreja onde o Espírito Santo não opera? Era esse meu raciocino.

Mas a verdade é que meu relacionamento não era mais precioso, mais próximo, mais genuíno, mais profundo, mais claro. Assim como qualquer outro cristão, eu lutava com pecado, com dúvidas, com frustrações, com falta de esperança. Mas mantinha o semblante de confiança, certeza absoluta, firmeza. Quando via outras igrejas ou projetos evangélicos dando bons frutos, me consolava pensado: “Eles usam de meios irregulares para conseguir resultados temporários. Já o meu trabalho não será em vão no Senhor”.

E assim me esforcei ao máximo, como um soldado solitário, a lutar o bom combate. Muitas vezes me senti como vitima, como se fosse o único servo bom e fiel no meio de tantos servos meia-boca e infiéis.

Hoje, olhando para trás, é mais fácil enxergar meu orgulho e equívocos. É sempre assim. Enxergamos nossos tropeços só depois de fazê-los.

Mas quer saber? Durante todo aquele tempo, Deus me usou, me abençoou e me manteve no seu caminho. Por misericórdia dEle, e não mérito meu. Isso só comprova o exemplo bíblico: Deus pode usar jumentos para fazer sua obra. E por isso, Ele também pode usar homens e mulheres pecadores, fracos, arrogantes, limitados, briguentos, chatos, confusos — desobedientes.

Devemos tentar ao máximo ser obedientes? Claro, com certeza. Mas Deus pode nos usar apesar das nossas fraquezas.

Comento isso por 2 motivos:

1). Me deparo, as vezes, com aquele mesmo espirito arrogante e contencioso no meio cristão. “Não é calvinista? Não é pré/pós/amil? Ainda não foi curado de todo seu legalismo / moralismo / liberalismo? Então não pode ser usado por Deus!”

Uma das ponderações mais precisas quanto a esse assunto foi feita por John Bunyan. Ele disse que até as ordenanças — ceia e batismo — podem virar ídolos aos cristãos, quando colocamos qualificações nelas que o próprio Deus não colocou.

Da mesma forma, tenhamos cuidado em não usar de uma doutrina para medirmos nossos irmãos em Cristo se o próprio Deus não a use desta forma.

2). O que tem mais me impressionado nos meus anos de convertido é o amor que os cristãos genuínos tem para com os outros. Havia homens e mulheres que me amavam apesar das minhas visões doutrinárias. E ainda me amavam de uma forma que eu jamais teria os amado. Isso mexeu comigo, e foi uma das maneiras que Deus me convenceu que meu orgulho estava falando mais alto do que a Sua Palavra.

Ou seja: você quer mudar a visão doutrinária de alguém? Ame-o. Ridiculizar e zombar não vai ajudar. A promessa divina de João 13:35 ainda persiste: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.”

Um Cristão pode ser Soldado / Militar?

Olha só que interessante. Em Lucas 3, João o Batista anuncia o arrependimento para o perdão dos pecados. Muitos ouviram sua mensagem e tanto hipócritas quanto sinceros buscaram o batismo. A estes João insistia: os discípulos de Cristo devem “[produzir] frutos próprios de arrependimento” (Lucas 3). Em outras palavras: se sua vida foi transformada pelo Evangelho, o arrependimento deverá produzir uma piedade visível, tangível e real.

“Mas, como são esses frutos de arrependimentos, João? Seja mais específico”, pedia-lhe o povo. Então João dá alguns exemplos da piedade cristã.

Aos judeus convertidos da arrogância, João os instrui a procurarem um espirito de caridade (versículo 11). Já aos publicanos convertidos, aqueles tão odiados cobradores de imposto, João os instrui à honestidade (versículo 13). Por fim, João aplica sua mensagem aos soldados.

Opa, para tudo. Soldados? Pois é.

Imagina a cena: você, judeu, odeia o governo Romano e tudo que ele representa: seu paganismo, sua violência, sua cobrança de impostos altíssimos, sua zombaria da fé judaica. E agora, aparecem alguns soldados para serem batizados, desejosos por saber quais seriam frutos dignos de arrependimento. Com certeza João o Batista vai descer a lenha. “Vão para casa, vendam suas espadas, rasguem suas bandeiras, fujam da atividade militar e adotem um estilo de vida pacífico.” João humilhará aqueles que tanto nos humilham. Prepara a música do “Turn Down For What?” que vai ser lindo.

E ae João vira para os soldados e diz: “De ninguém tomeis nada à força, nem façais denúncia falsa; e contentai-vos com o vosso salário” (v. 14).

SÓ ISSO?!

De todas as virtudes, essas três – honestidade, justiça e contentamento – eram as mais escassas no comportamento militar. O povo tinha se acostumado ao abuso de autoridade, a exigência de suborno e o desejo insaciável de ganhar mais e mais dinheiro. Mas o Espírito Santo mudará tudo isso de forma visível. É como se João dissesse: “Vocês são soldados que foram realmente alcançados pelo Evangelho? São, de fato, arrependidos? Então sejam soldados transformados.”

O que fica claro é que João o Batista esperava que o Espírito Santo agisse de forma transformadora até naqueles mais desprezados pela sociedade: os arrogantes, os coletores de imposto, e os soldados.

Hoje no contexto brasileiro evangélico é um tanto comum pensarmos que certos profissionais não podem ser alcançados pelo Espírito Santo. Duvidamos que um soldado ou policial podem ser legítimos cristãos. Um político então – jamais!

Mas essa mentalidade não atrapalharia nosso evangelismo? Quando rotulamos certas pessoas como “inalcançáveis pelo evangelho”, não oraremos por eles. Não desejaremos que conheçam e pratiquem a verdadeira justiça. Não aceitaremos ser vistos sentados à mesa com publicanos e pecadores. E nem celebraremos suas conversões. Enxergamos a injustiça nos seus atos, mas não nos nossos. Eles são o cúmulo de arrogância, e não nós.

Mas as boas novas do Evangelho servem para todos. “Todos verão a salvação de Deus” (v. 6). Seja seu pecado a arrogância, o reclamar do seu salário, ou a falta de misericórdia, saiba que Jesus Cristo tem o poder para produzir a genuína piedade na sua vida. Arrependa-se, e creia.

Cooperação cristã é possível, basta cantar um hino!

As vezes parece que as linhas denominações são os limites da cooperação cristã. Mas basta foliar um hinário para testemunhar a diversidade da cooperação dos cristãos.

Hinários, como a Harpa Cristã (CPAD) ou Cantor Cristão (JUERP), são prova de que pode haver cooperação entre aqueles que são remidos pelo sangue de Jesus. No mínimo, cooperamos para louvar ao único Deus.

Uma amostra sucinta:

Autores metodistas
Quão Grande és Tu – Thomas Obadiah Chisholm (letra) e William M. Runyan (melodía)
De Jesus a Doce Voz – Elvina Mabel Hall (letra) e John Thomas Grape (melodía)
Alvo mais que a Neve – Eden Reeder Latta (letra)
Tudo Entregarei – Judson Van De Venter (metodista-episcopal)
Foi na Cruz, Foi na Cruz – Ralph E.Hudson (metodista-episcopal)
Rude Cruz – George Bernard (metodista-episcopal)

Autores anglicanos
Santo! Santo! Santo! – Reginald Heber (letra) e John Bacchus Dykes (melodía)
Tal Qual estou – Charlotte Elliott
Luz após Trevas – Frances Ridley Havergal
Comunhão Celeste – Henry Francis Lyte

Autores batistas
Sou feliz – Philip P. Bliss
Novo Nascimento – George C. Steb­bins (melodía)
Antífona – Willian Edwin Entzminger, missionário batista em Bahia em 1891, falecido no Rio em 1930. (letra)
O Grande Amigo – Joseph M. Scriven

Autores presbiterianos
Rocha eterna – Thomas Hastings (melodía)
Felicidade no serviço – Alfred Henry Ackley (letra)
Mais de Cristo – John R. Sweney
Louvamos-te, ó Deus – William Paton Mackay

Outros
Deus vos guarde pelo seu poder – Jeremiah Eames Rankin (congregacional)
Ditoso dia – Philip Doddridge (Puritano)
Oração para a Noite – Petrus Herber, (Unidade dos Irmãos Boêmios, protestantes)

Fonte:
http://www.cvvnet.org/m/index.php?cmd=view&id=95240
http://www.cyberhymnal.org/
http://www.sharefaith.com/guide/Christian-Music/hymns-the-songs-and-the-stories/articles.html
http://www.ccel.org/ccel/ryden/hymnstory.txt
https://www.scribd.com/doc/51044807/Historia-dos-Hinos-Cantor-Cristao
http://www.wholesomewords.org/biography/biosankey10.html

Intimidade no Namoro

Nunca se viu tantos livros publicados sobre o namoro. E ainda assim, o sexo fora do casamento persiste como sendo um dos grandes causadores de confusão, frustração e isolamento nos namoros entre cristãos.

Alguns fatores complicam a questão. Para muitos, a vontade sexual em si é tida como algo imundo, dando a impressão que o ideal é buscar um relacionamento platônico, fingindo que não há desejos sexuais ou que estes podem ser facilmente afogados com um minuto de oração ou leitura devocional.

Há também exageros dentro da igreja, tanto no excesso de silêncio ou de condenação. Mas o resultado é o mesmo: medrosos, os namorados não se abrem para com seu pastor ou irmãos mais maduros. E assim cresce aquele doloroso conflito nos seus corações: “Sei que não consigo vencer essa tentação sozinho, mas serei apedrejado se eu abrir a boca.” E o namoro prossegue, sobrecarregado com sentimentos de culpa e falsidade.

Claro, o culpado da história não são os desejos em si, e sim a expressão inadequada daqueles desejos.

Um princípio que talvez seja de ajuda aos nossos jovens é o seguinte: foi Deus quem inventou a progressão natural da intimidade, e não Satanás. Ou seja, como o gráfico ilustra, é normal o desejo de intimidade aumentar de acordo com o tempo e aproximação investidos.

intimidade-namoro-grafico

E, da mesma forma, e aqui está a chave da questão, é absolutamente ANORMAL que a intimidade se diminua enquanto a aproximação e o tempo estiverem crescentes.

Sendo assim, reconheçamos então que há somente três maneiras para evitar que a intimidade inadequada venha sobrecarregar o casal:

  1. Ou se encerra a aproximação;
  2. Ou se encerra o tempo;
  3. Ou se procure o casamento, aonde a aproximação e tempo podem ser satisfatoriamente investidos.

Claro, nenhum casal optará pelas primeiras duas opções. E, assim, a única opção lógica, bíblica e segura é a 3ª.

O que acontece é que se tem inventado uma 4ª opção, a qual sugere que um casal de namorados poderá estender a aproximação do namoro e ao mesmo tempo negar todo e qualquer sinal de intimidade emocional, física ou sexual, se estiverem ‘dedicados suficientemente ao Senhor’. Como se fosse possível – graças a uma boa dose de santidade! – alimentar um fogo sem aumentar seu calor.

A ideia é absurda mas tem gerado crises espirituais em muitos jovens que, almejando a pureza, buscam ser “super cristãos” o suficiente para aniquilarem a matemática relacional que o próprio Deus formulou. Imagine tamanha nuvem de decepção que pesa sobre suas cabeças.

A solução? Abra o jogo e ofereça expectativas reais. Um “namoro de Deus” é justamente aquele que reconhece que namoro não é o ideal que Deus projetou. Namoro sempre deixará a desejar. Por mais romântico e colorido que seja, é péssimo a longo prazo. Não se encante com ele.

Deseja curtir uma boa companhia por anos a fio? Isso se chama casamento.

Deus deseja que sejamos ricos. Aqui está a prova:

Você pode não acreditar, mas a Bíblia diz claramente que os cristãos têm direito a riqueza. Dúvida?

Nas Escrituras, encontramos varias menções da riqueza divina concedida aos homens. Veja só:

  • Deus deseja que saibamos “quais são as riquezas da glória da sua herança” (Ef. 1.18)
  • Deus planeja mostrar “a suprema riqueza da sua graça” (Ef 2.7)
  • Paulo pregava acerca das “riquezas insondáveis de Cristo” (Ef 3.8)
  • Deus nos abençoa de acordo com as “riquezas da sua glória” (Ef 3.16)
  • Todas as nossas necessidades são supridas segundo a “riqueza na glória em Cristo” (Filipenses 4.19)

Pois bem, quais riquezas são essas? E como podemos recebê-las?

A FONTE DA RIQUEZA É JESUS CRISTO

Essas riquezas mencionadas acima seriam, talvez, uma conta bancária cheia e transbordante? Não. São riquezas superiores ao dinheiro impresso na Casa da Moeda! Veja o que Paulo escreveu aos Efésios:

“Nele temos a redenção, o perdão dos nossos pecados pelo seu sangue, segundo a riqueza da sua graça” (Ef 1.7)

Ou seja: a riqueza da graça de Deus se expressa no eterno perdão dos nossos pecados e na salvação das nossas almas!  Por isso, as riquezas divinas não podem ser roubadas, perdidas ou corrompidas. São garantidas para todos que confessam seus pecados e confiam em Jesus Cristo.

Existe riqueza maior do que ter um relacionamento com o Salvador? O dinheiro impresso pelos bancos nacionais ou o ouro descoberto em minas não se pode comparar com a preciosidade de ser resgatado por Jesus Cristo! Assim diz o apóstolo Pedro:

Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo…” (1Pe 1.18,19)

Sim, Jesus Cristo, o Filho de Deus, tomou forma de homem, viveu entre nós, foi obediente à vontade de Deus até a morte de cruz, para que pudéssemos conhecer a riqueza da salvação, perdão e regeneração. Paulo disse aos corintios:

“Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis.” 2Co 8.9

Tendo Jesus Cristo como Salvador, somos abençoados com a maior benção de todas: um relacionamento com o Deus que nos criou!

A GRAÇA DE DEUS É RICA PARA CONOSCO

Quando falamos da graça de Deus, estamos nos referindo às expressões de seus atributos para conosco, atributos tais como a compaixão, bondade e misericórdia. São expressões de Si mesmo, e não são superficiais. São profundas e significantes, e testemunham de quem Deus é.

Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. (Ef 2.7)

Deseja conhecer os atributos de Deus? Em Jesus Cristo “temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus” (Rm 5.2)

RIQUEZA FINANCEIRA É INCERTA

E a riqueza financeira? Não devemos ser todos ricos? Não. Antes, devemos todos ser contentes com a suficiência que encontramos em Jesus Cristo.

Paulo aconselha a Timóteo: “Devemos estar satisfeitos se tivermos alimento e roupa” (1Tm 6.7). E ainda adverte: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos loucos e nocivos, que afundam os homens na ruína e na desgraça. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males…” (1Tm 6.10).

É verdade que muitos cristãos podem encontrar tanto a pobreza quanto a riqueza durante suas vidas terrenas. O próprio apóstolo Paulo dizia, “Tenho experiência diante de qualquer circunstância e em todas as coisas, tanto na fartura como na fome; tendo muito ou enfrentando escassez” (Filipenses 4.12). E assim aprendeu “a estar satisfeito em todas as circunstâncias em que me encontre” (Filipenses 4.11).

Assim como tudo neste mundo, as riquezas são incertas. O homem que depositar sua fé nelas será abalado e frustrado.

“[Não] ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos;” 1 Tim 6.17

Que possamos nos contentar com as riquezas que temos em Jesus Cristo!

Quero trabalhar no ministério mas tenho uma família para sustentar, o que faço?

1. Ouça ao apóstolo Paulo: “Se alguém não cuida dos seus, especialmente dos de sua família, tem negado a fé e é pior que um descrente” (1Tm 5.8). Aquele que deixa de sustentar sua família (saúde, alimentação, moradia) para fazer “ministério”, faz um desserviço a obra.

2. Saiba que o ato de sustentar sua família já é uma forma de ministrar.

3. Se não é possível trabalhar no ministério integralmente, não sinta que você está abandonando seu ‘chamado’. Antes de ser chamado ao ministério, você foi chamado para ser marido, pai e líder no lar.

4. Devemos seguir o exemplo de Jesus Cristo: Ele cuida da Sua Noiva, a Igreja. Logo, devemos cuidar das nossas noivas.

5. Dinheiro não é tudo, claro. Mas cuidar de uma família exige dinheiro. Devemos ter fé, claro. Mas não podemos pagar o padeiro com fé. Deus nos dará o pão de cada dia, mas geralmente Ele fará isso por meio de uma transação comercial na padaria.

10 conselhos para quem sonha em estudar teologia

Meu amigo e professor Tiago Santos, pastor na Igreja Batista da Graça e diretor-pastoral do Seminário Martin Bucer, compartilhou dez conselhos para aqueles que querem estudar teologia.

Um jovem de 18 anos me procurou, dizendo que quer estudar teologia. Ofereci a ele, como resposta, dez conselhos, ou dez passos, como queira, que quem deseja estudar teologia deve atentar:

1. Procure examinar seu coração diante de Deus e se certificar de que sua fé está firmada unicamente na pessoa e obra de Jesus Cristo.

2. Leia as Escrituras rotineiramente. Todos os dias, se puder. Procure estudar particularmente os evangelhos, começando com o evangelho de João. Ore e peça que o Espírito de Deus ilumine seu entendimento da Palavra.

3. Desenvolva o hábito da oração e da confissão de pecados. Busque em Cristo arrependimento, perdão e direção.

4. Desenvolva a santidade: desconfie do velho homem e revista-se de um novo homem, com valores da fé cristã, conforme o ensino da Escritura. Seja ético em tudo que fizer. Seja honesto, verdadeiro, íntegro e um bom exemplo para todos os que convivem com você. Isto é uma luta diária e é uma luta difícil. Você precisará de graça de Deus para isso.

5. junte-se a uma igreja local. Sem igreja, o estudo da teologia é vazio e sem sentido. Não se pode pensar num membro do corpo fora do corpo. A fé cristã ganha expressão na comunidade cristã que é a igreja. Torne-se membro de uma igreja genuinamente evangélica e fique firme nela. Ame a igreja e sirva a igreja.

6. Submeta-se à pregação rotineira da palavra de Deus e não deixe de participar dos cultos de adoração ao Senhor Jesus Cristo. Você precisa disto para crescer na fé e entendimento das Escrituras.

7. Procure aconselhar-se com irmãos mais experientes na fé e, particularmente, com o pastor de sua igreja.

8. Procure estudar bastante. Estou falando da escola e dos livros mesmo. Aprenda uma profissão e se especialize nela. Torne-se um profissional competente, diligente e excelente no que faz.

9. Desenvolva uma cultura de leitura: Leia bons livros cristãos; leia a história da igreja e leia boa literatura clássica;

10. Quando isto for uma realidade concreta em sua vida; quando você estiver fazendo isso por alguns anos, aí sim você deve pensar em estudar teologia. Antes disso, é perda de tempo.

Fonte: facebook.com

Manifestações em prol da justiça

Se o cristão tem sido banhado na justiça de Deus, por meio de Jesus Cristo, é absolutamente coerente que todas suas ações sejam saturadas com um senso peculiar daquilo que é justo e santo. Seu trabalho, seu lazer, sua adoração, sua vida familiar – tudo deve expressar as virtudes do reino e caráter do Rei. E isso inclui sua forma de manifestar-se contra aquilo que é corrupto e maléfico.

O cristão não se paralisa perante homens corruptos. Antes, é um dos primeiros a agir, seja em oração, seja em socorrer os aflitos, seja em usar sua voz e força para avançar a causa da justiça.

Com o exemplo de Ester, entendemos que o povo de Deus não se cala perante a injustiça. Enquanto alguns rogam perante Deus, outros rogam perante reis terrenos, movidos pela mesma esperança: Deus é soberano e fará tudo que Lhe apraz.

O batista James Graves e o movimento landmarkista

No século XIX surgiu um movimento entre as igrejas batistas do sul dos EUA que visavam responder perguntas como, “Qual a origem dos Batistas?”, “Batistas devem cooperar com pedobatistas?” e “Quais têm sido as distintivas Batistas ao longo dos séculos?”. Ao longo de 30 anos, James Robinson Graves, pregador e editor de um jornal Batista, sistematizou e publicou suas respostas às essas perguntas, arquitetando assim o Landmarkismo (ou landmarquismo). O nome do movimento, que significa no inglês “demarcar terreno”, tomou seu nome, em parte, do Provérbio 22.28: “Não removas os marcos antigos que teus pais fixaram.” Graves entendeu que as igrejas batistas haviam se afastados dos seus antigos fundamentos, necessitando assim a reforma proposta pelas premissas Landmarkistas.

O movimento Landmarkista tem no seu âmago uma eclesiologia exclusivista, na qual Graves afirma que as igrejas Batistas Landmarkistas —descendentes de uma longa sucessão iniciada por João o Batista e continuada pelos Anabatistas — são as únicas igrejas legítimas no mundo. É tida como falsa qualquer igreja que não foi plantada por uma igreja Landmarkista ou não defende todas as premissas Landmarkistas. Para Graves, todas as igrejas não-batistas se levantam contra os Batistas legítimos, e praticam rebelião clara contra a pessoa e senhorio de Jesus Cristo.

O homem que estabelece qualquer forma de igreja como igual [à verdadeira] ou em oposição a ela e influencia os homens a se unirem a ele, com a impressão de que eles estão se unindo à igreja de Cristo, comete um ato de rebelião aberta a Cristo como o único Rei de Sião; enquanto ofendem, enganam e iludem os que desejam seguir a Cristo, e sobre isso ele disse que “melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar” (Mateus 18:6). Deve ser verdade que aqueles que originam tais falsas igrejas, e aqueles que os apoiam por seus meios e influência, ocupam a posição de rebeldes contra a autoridade legítima e suprema de Cristo. (Fonte: GRAVES, J. R.. The Dispensational Expositions of the Parables and Prophecies of Christ)

No Landmarkismo clássico, somente as igrejas batistas são autorizadas pelas Escrituras a pregar, batizar, ministrar a ceia, enviar missionários ou plantar outras igrejas. No seu livro Trilemma, Graves chega a afirmar, “ministros Protestantes não têm qualquer direito bíblico para pregar o Evangelho“.

A maioria dos Landmarkistas com quais tenho conversado desconhecem a história do movimento landmarkista. Acredito que essa falta de informação prejudica tanto aqueles que pensam em se unir ao movimento como aqueles que buscam deixá-lo. O documento anexado abaixo, intitulado “O Despertar do Landarkismo: Uma análise da vida e teologia de James R. Graves“, foi meu TCC entregue ao Seminário Martin Bucer em agosto 2015. Espero que as informações coletadas neste texto sejam úteis a outros. Divido o texto em duas partes: primeiro, a história pessoal de James Graves é traçada e, depois, são oferecidas resenhas da sua visão eclesiástica.

Baixe: O Despertar do Landmarkismo: Um Analise da Vida e Teologia do James Graves