Um Mórmon, um Testemunha de Jeová, e um Judeu entraram num culto evangélico

…e saíram concordando com o que foi pregado. Como isso foi possível?

Foi possível porque aconteceu naquele culto o que acontece todo domingo em milhares de igrejas ao redor do Brasil: o pregador trouxe um sermão sobre assuntos bíblicos – mas não anunciou o Evangelho. Foi falado a respeito da santidade, da oração, da perseverança. Mas é o Evangelho que quebranta o coração.

Veja só: A maioria das seitas ou religiões vão enfatizar um tipo de santidade. Praticamente todas vão condenar o pecado de alguma forma. Logo, se sua pregação se resume em falar mal do pecado e/ou falar bem de uma vida santa – SEM falar da divindade e morte e ressureição de Cristo – saiba que qualquer Mórmon, Testemunha de Jeová ou Budista concordaria com suas palavras. Todos eles concordam que Jesus foi um grande homem e deve ser imitado.

Mas a missão da Igreja é única: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho.” De todas as religiões do mundo, somente o Cristianismo anuncia as Boas Novas do Evangelho.

E elas não são complicadas: Jesus Cristo, o eterno Filho de Deus, tomou forma de homem, viveu a perfeita obediência, e morreu na cruz castigado pelos nossos pecados. Mas não permaneceu morto – ressuscitou ao 3° dia, vitorioso sobre a morte e provando que, sendo Deus, tem poder para perdoar os pecados e dar vida eterna a todos que se arrependem dos seus pecados e creem nele.

É esta a mensagem que as seitas não aceitam. Seja a divindade de Cristo, a suficiência da cruz, ou a salvação pela graça – em algum momento o orgulho humano se sente ferido pelo Evangelho.

É claro que a igreja tem muito a ensinar sobre outros tópicos: a vida familiar, a pureza sexual, como ser bons mordomos de tudo que o Criador confiou a nós, etc. Porém, qualquer assunto abordado nas Escrituras é ligado, de uma forma ou outra, às Boas Novas do Evangelho.

PRINCÍPIOS BÍBLICOS NÃO BASTAM?

Infelizmente, o que tem acontecido é confundir a pregação do Evangelho com o ensino de princípios bíblicos.

Estudos sobre dizimo, batismo ou namoro são necessários e importantes. Nós cristãos precisamos de ensino que abranja todos os assuntos abordados pelas Escrituras. Paulo escreveu a Timoteo que toda a Escritura é proveitosa para ensinar. Isso é fato.

Mas entenda: falar sobre algum assunto que se encontre na Bíblia não é necessariamente pregar o Evangelho.

Por exemplo: imagine se o apostolo Paulo tivesse escrito somente a frase “Maridos, amai vossas mulheres” e não “Maridos, amai vossas mulheres como Cristo amou a Igreja” e nem ainda os primeiros dois capítulos de Efésios que provam o quanto Jesus amou sua igreja. O princípio ainda estaria valendo? Sim. Mas a maioria das religiões e seitas do mundo vão afirmar que o marido deve amar sua esposa de alguma forma ou outra. O que diferencia então a vida “cristã” das demais? Sem o Evangelho, uma exortação a uma vida santa se torna mero moralismo.

Por isso, nas Escrituras, toda exortação à santidade se encontra saturada pelo Evangelho. Nossa chamada à obediência sempre tem uma ligação direta à obediência perfeita do Deus-homem que deu a Sua vida para que as nossas desobediências fossem perdoadas. É inaceitável falar de uma obediência sem considerar a outra. Vivemos de forma diferente justamente porque a obra de Cristo na cruz fez uma transformação nas nossas vidas.

UM CLAMOR PELO EVANGELHO

Quantas vezes tratamos o Evangelho como sendo aquilo que o ímpio precisa ouvir — mas não o cristão! Que arrogância! Como se a morte e ressureição do Filho de Deus tivesse pouco a oferecer àquele que já está remido.

Pastor / Líder de Jovens / Líder de Pequeno Grupo / Pregadores: mostra-nos Cristo! Fale do Evangelho. Fale das implicações do Evangelho também e nos exorte a uma vida de obediência – mas não perca vista do Evangelho em si. Não desça do púlpito sem lembrar o povo de Deus que Jesus Cristo é o foco, fundamento e eterna fonte da sua fé.

Pelo amor de Deus – pregue o Evangelho!

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photo credit: SupportPDX Willamette Christian Church 1810 via photopin (license)

Um Vazio Chamado Carnaval

“Me dê motivos para viver!” clama a alma do homem. Ainda que a preguiça sugira que possamos viver sem motivos, boiando nas ondas da mera existência, são os poucos que conseguem enfrentar a dureza do dia-a-dia sem ter em vista algum alívio. Batalhamos para descansar.

“Me dê uma alegria que dure além do final de semana!”, clama a alma do homem. As frustrações do dia-a-dia parecem vencer diariamente; todo momento de euforia contêm um elemento de tristeza. O time que conquistou o campeonato vai perder futuros campeonatos. O casamento, com todo seu brilho, enfrentará momentos de escuridão.

“Quero participar de algo maior que eu!”, clama a alma do homem. Nossa pequinez é insatisfatória. Nosso legado, por maior que seja, não será conhecido por todos por todo o tempo.

E então o Carnaval se apresenta como essa alegria imensurável. “Vinde até mim, vós que estais cansados, e eu vos alegrarei!”

Mas quanto maior a promessa, maior a decepção. Descobre-se que a ilusão nunca preenche o vazio; antes, o alimenta. Depois do carnaval, das prestações, e da ressaca, o clamor se amplifica.

Entende-se a frase do malfeitor na cruz: “Lembre-se de mim…” Ele havia seguido um caminho de crime para tentar encontrar o paraíso. Nós seguimos outros caminhos, mas a procura do mesmo destino. Queremos satisfação plena.

Ao longo da sua vida, o malfeitor conheceu inúmeras ilusões que haviam lhe garantido: “Hoje estarás no paraíso”. Mas agora é diferente. O Salvador lhe diz, “Hoje estarás comigo no paraíso.” Desta vez, o paraíso está em segundo plano. Em foco está o Salvador. Estarei com Ele. E aonde Ele estiver, ali é paraíso.

Foi naquele momento que o malfeitor entendeu: o paraíso sem o Redentor torna-se um inferno. Mas com Ele, até a morte na cruz torna-se celestial.

O clamor virou louvor. Inundado por glória, o vazio se foi!

Somos Todos #Mortais

O australiano Arthur Stace havia sofrido muito na sua vida até os 45 anos. Filho de pais alcoólatras, cresceu na extrema pobreza, sobrevivendo graças a restos de comida encontrados no lixo ou roubados das padarias. Ainda na adolescência, caiu no mesmo vício de seus país, e aos 15 anos foi preso. Sem ensino formal, trabalhou por um tempo como segurança em um prostíbulo que pertencia a sua irmã e, mais tarde, durante a primeira guerra mundial, chegou a se alistar no exército. Mas seus ataques recorrentes de bronquite não permitiram que servisse.

Foi com 45 anos que Arthur ouviu Rev. John Ridley pregar sobre o texto de Isaías 57.15: “Assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Habito num lugar alto e santo, mas habito também com o contrito e humilde de espírito, para dar novo ânimo ao espírito do humilde e novo alento ao coração do contrito.” O coração de Arthur, doente e desprezado, ficou quebrantado quando o reverendo clamou: “Eternidade, Eternidade! Como desejo fazer ecoar esta palavra pelas ruas de Sydney! Um dia você terá um encontro com ela – aonde passará a Eternidade?

A palavra “Eternidade” impactou sua fé de tal forma que Arthur, aquele que mal conseguia escrever seu próprio nome, começou a rabisca-la com giz nas calçadas e ruas. Virou um hábito diário que ele manteve por 35 anos até sua morte. Calculam que escreveu “Eternidade” meio milhão de vezes.

Por mais que tentemos ser distraídos pelo consumismo, sempre voltamos a nos assustar com a mortalidade. Sempre que pensamos que nossas vidas são planejadas, arrumadas e certas, a mortalidade nos lembra o quão frágil somos. Quando o time do Chapecoense perde sua vida, choramos com aqueles que choram. Mas também choramos por nós mesmos. Pois lembramos que também somos meros mortais. A vida é apenas um vapor. Em algum momento inoportuno, nossos amanhãs desparecerão e gastaremos nosso último folego, talvez o último abraço, o último sorriso, ou a última doce lembrança daqueles que nos amam.

Mas Arthur entendeu que os homens compartilham também da Eternidade. Há uma certa ironia nisso: todos nós teremos um fim, e, ao mesmo tempo, nenhum de nós terá um fim. Nossa brevidade se refere a nossa vida perante os homens. Sim, ela passará, independente se foi vivida como um ditador ou missionário. Mas a eternidade se refere a nós como criaturas de Deus. Fomos criados para conhecer o brilho da glória eterna do nosso Criador. E por isso conheceremos a eternidade. Mas até disto tentamos nos distrair. Assim como disse o profeta Isaías, Deus habita na eternidade, e seu nome é Santo. Temos pouca atração por uma eternidade saturada pela santidade divina, a não ser que Deus a faça despertar em nós.

Quão bom seria se pudéssemos lembrar da eternidade toda vez que nos deparamos com a mortalidade. Sim, a morte vem, mas Arthur nos lembra que a própria morte é mortal. Nosso fim também tem um fim. E em Cristo Jesus, o filho de Deus, descobrimos que o amor eterno nos redime dos nossos pecados mortais. Na sua morte e ressurreição, na sua vitória e glória, encontramos o antídoto da mortalidade.

Os Cristãos e Seus Ídolos

Houve um tempo em que eu considerava uma certa linhagem batista como sendo a única denominação autenticamente cristã. Com isso, entendia que todas as demais denominações eram variações da minha, e assim cópias mal feitas, incapazes de honrarem o nome de Deus.

“Ainda que houvessem cristãos naquelas outras denominações,” pensava eu, “eles são incapazes de obedecer a Deus ’em espírito e em verdade’ da forma que eu consigo. Suas igrejas não são igrejas legítimas, suas pregações não são autorizadas pelas Escrituras, sua adoração não passa do teto, e o Espírito Santo jamais usará seus esforços como tem usado os esforços batistas. Os fatos são esses.”

Mas veja que engraçado (ou triste): ainda que eu pensasse dessa forma, eu amava citar os ‘velhos santos’ como J. C. Ryle (anglicano), Jonathan Edwards (congregacional) e centenas de puritanos que não criam como eu mas que Deus usou tremendamente ao longo da história da igreja. Sem muita crise de consciência, usava os comentários de João Calvino, a Concordância de Strong (metodista), os devocionais de Matthew Henry (Presbiteriano) e amava os “hinos históricos” que foram, na maioria, escritos por santos que não participavam daquela denominação que eu defendia furiosamente. Em nenhum momento me toquei quanto a essa incoerência.

Fui conhecendo outros irmãos em Cristo (que não eram batistas como eu). Homens queridos que espelhavam o amor de Cristo. Homens e mulheres que parecia ser mais dedicados ao serviço do Senhor do que eu. Isso me incomodava. Mas consegui superar. “Infelizmente, não podem desfrutar de um relacionamento pleno com o Senhor como eu desfruto.” Afinal, como é que um cristão pode ter um relacionamento pleno com Deus se ele frequenta uma igreja onde o Espírito Santo não opera? Era esse meu raciocino.

Mas a verdade é que meu relacionamento não era mais precioso, mais próximo, mais genuíno, mais profundo, mais claro. Assim como qualquer outro cristão, eu lutava com pecado, com dúvidas, com frustrações, com falta de esperança. Mas mantinha o semblante de confiança, certeza absoluta, firmeza. Quando via outras igrejas ou projetos evangélicos dando bons frutos, me consolava pensado: “Eles usam de meios irregulares para conseguir resultados temporários. Já o meu trabalho não será em vão no Senhor”.

E assim me esforcei ao máximo, como um soldado solitário, a lutar o bom combate. Muitas vezes me senti como vitima, como se fosse o único servo bom e fiel no meio de tantos servos meia-boca e infiéis.

Hoje, olhando para trás, é mais fácil enxergar meu orgulho e equívocos. É sempre assim. Enxergamos nossos tropeços só depois de fazê-los.

Mas quer saber? Durante todo aquele tempo, Deus me usou, me abençoou e me manteve no seu caminho. Por misericórdia dEle, e não mérito meu. Isso só comprova o exemplo bíblico: Deus pode usar jumentos para fazer sua obra. E por isso, Ele também pode usar homens e mulheres pecadores, fracos, arrogantes, limitados, briguentos, chatos, confusos — desobedientes.

Devemos tentar ao máximo ser obedientes? Claro, com certeza. Mas Deus pode nos usar apesar das nossas fraquezas.

Comento isso por 2 motivos:

1). Me deparo, as vezes, com aquele mesmo espirito arrogante e contencioso no meio cristão. “Não é calvinista? Não é pré/pós/amil? Ainda não foi curado de todo seu legalismo / moralismo / liberalismo? Então não pode ser usado por Deus!”

Uma das ponderações mais precisas quanto a esse assunto foi feita por John Bunyan. Ele disse que até as ordenanças — ceia e batismo — podem virar ídolos aos cristãos, quando colocamos qualificações nelas que o próprio Deus não colocou.

Da mesma forma, tenhamos cuidado em não usar de uma doutrina para medirmos nossos irmãos em Cristo se o próprio Deus não a use desta forma.

2). O que tem mais me impressionado nos meus anos de convertido é o amor que os cristãos genuínos tem para com os outros. Havia homens e mulheres que me amavam apesar das minhas visões doutrinárias. E ainda me amavam de uma forma que eu jamais teria os amado. Isso mexeu comigo, e foi uma das maneiras que Deus me convenceu que meu orgulho estava falando mais alto do que a Sua Palavra.

Ou seja: você quer mudar a visão doutrinária de alguém? Ame-o. Ridiculizar e zombar não vai ajudar. A promessa divina de João 13:35 ainda persiste: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.”

Um Cristão pode ser Soldado / Militar?

Olha só que interessante. Em Lucas 3, João o Batista anuncia o arrependimento para o perdão dos pecados. Muitos ouviram sua mensagem e tanto hipócritas quanto sinceros buscaram o batismo. A estes João insistia: os discípulos de Cristo devem “[produzir] frutos próprios de arrependimento” (Lucas 3). Em outras palavras: se sua vida foi transformada pelo Evangelho, o arrependimento deverá produzir uma piedade visível, tangível e real.

“Mas, como são esses frutos de arrependimentos, João? Seja mais específico”, pedia-lhe o povo. Então João dá alguns exemplos da piedade cristã.

Aos judeus convertidos da arrogância, João os instrui a procurarem um espirito de caridade (versículo 11). Já aos publicanos convertidos, aqueles tão odiados cobradores de imposto, João os instrui à honestidade (versículo 13). Por fim, João aplica sua mensagem aos soldados.

Opa, para tudo. Soldados? Pois é.

Imagina a cena: você, judeu, odeia o governo Romano e tudo que ele representa: seu paganismo, sua violência, sua cobrança de impostos altíssimos, sua zombaria da fé judaica. E agora, aparecem alguns soldados para serem batizados, desejosos por saber quais seriam frutos dignos de arrependimento. Com certeza João o Batista vai descer a lenha. “Vão para casa, vendam suas espadas, rasguem suas bandeiras, fujam da atividade militar e adotem um estilo de vida pacífico.” João humilhará aqueles que tanto nos humilham. Prepara a música do “Turn Down For What?” que vai ser lindo.

E ae João vira para os soldados e diz: “De ninguém tomeis nada à força, nem façais denúncia falsa; e contentai-vos com o vosso salário” (v. 14).

SÓ ISSO?!

De todas as virtudes, essas três – honestidade, justiça e contentamento – eram as mais escassas no comportamento militar. O povo tinha se acostumado ao abuso de autoridade, a exigência de suborno e o desejo insaciável de ganhar mais e mais dinheiro. Mas o Espírito Santo mudará tudo isso de forma visível. É como se João dissesse: “Vocês são soldados que foram realmente alcançados pelo Evangelho? São, de fato, arrependidos? Então sejam soldados transformados.”

O que fica claro é que João o Batista esperava que o Espírito Santo agisse de forma transformadora até naqueles mais desprezados pela sociedade: os arrogantes, os coletores de imposto, e os soldados.

Hoje no contexto brasileiro evangélico é um tanto comum pensarmos que certos profissionais não podem ser alcançados pelo Espírito Santo. Duvidamos que um soldado ou policial podem ser legítimos cristãos. Um político então – jamais!

Mas essa mentalidade não atrapalharia nosso evangelismo? Quando rotulamos certas pessoas como “inalcançáveis pelo evangelho”, não oraremos por eles. Não desejaremos que conheçam e pratiquem a verdadeira justiça. Não aceitaremos ser vistos sentados à mesa com publicanos e pecadores. E nem celebraremos suas conversões. Enxergamos a injustiça nos seus atos, mas não nos nossos. Eles são o cúmulo de arrogância, e não nós.

Mas as boas novas do Evangelho servem para todos. “Todos verão a salvação de Deus” (v. 6). Seja seu pecado a arrogância, o reclamar do seu salário, ou a falta de misericórdia, saiba que Jesus Cristo tem o poder para produzir a genuína piedade na sua vida. Arrependa-se, e creia.

Cooperação cristã é possível, basta cantar um hino!

As vezes parece que as linhas denominações são os limites da cooperação cristã. Mas basta foliar um hinário para testemunhar a diversidade da cooperação dos cristãos.

Hinários, como a Harpa Cristã (CPAD) ou Cantor Cristão (JUERP), são prova de que pode haver cooperação entre aqueles que são remidos pelo sangue de Jesus. No mínimo, cooperamos para louvar ao único Deus.

Uma amostra sucinta:

Autores metodistas
Quão Grande és Tu – Thomas Obadiah Chisholm (letra) e William M. Runyan (melodía)
De Jesus a Doce Voz – Elvina Mabel Hall (letra) e John Thomas Grape (melodía)
Alvo mais que a Neve – Eden Reeder Latta (letra)
Tudo Entregarei – Judson Van De Venter (metodista-episcopal)
Foi na Cruz, Foi na Cruz – Ralph E.Hudson (metodista-episcopal)
Rude Cruz – George Bernard (metodista-episcopal)

Autores anglicanos
Santo! Santo! Santo! – Reginald Heber (letra) e John Bacchus Dykes (melodía)
Tal Qual estou – Charlotte Elliott
Luz após Trevas – Frances Ridley Havergal
Comunhão Celeste – Henry Francis Lyte

Autores batistas
Sou feliz – Philip P. Bliss
Novo Nascimento – George C. Steb­bins (melodía)
Antífona – Willian Edwin Entzminger, missionário batista em Bahia em 1891, falecido no Rio em 1930. (letra)
O Grande Amigo – Joseph M. Scriven

Autores presbiterianos
Rocha eterna – Thomas Hastings (melodía)
Felicidade no serviço – Alfred Henry Ackley (letra)
Mais de Cristo – John R. Sweney
Louvamos-te, ó Deus – William Paton Mackay

Outros
Deus vos guarde pelo seu poder – Jeremiah Eames Rankin (congregacional)
Ditoso dia – Philip Doddridge (Puritano)
Oração para a Noite – Petrus Herber, (Unidade dos Irmãos Boêmios, protestantes)

Fonte:
http://www.cvvnet.org/m/index.php?cmd=view&id=95240
http://www.cyberhymnal.org/
http://www.sharefaith.com/guide/Christian-Music/hymns-the-songs-and-the-stories/articles.html
http://www.ccel.org/ccel/ryden/hymnstory.txt
https://www.scribd.com/doc/51044807/Historia-dos-Hinos-Cantor-Cristao
http://www.wholesomewords.org/biography/biosankey10.html

Intimidade no Namoro

Nunca se viu tantos livros publicados sobre o namoro. E ainda assim, o sexo fora do casamento persiste como sendo um dos grandes causadores de confusão, frustração e isolamento nos namoros entre cristãos.

Alguns fatores complicam a questão. Para muitos, a vontade sexual em si é tida como algo imundo, dando a impressão que o ideal é buscar um relacionamento platônico, fingindo que não há desejos sexuais ou que estes podem ser facilmente afogados com um minuto de oração ou leitura devocional.

Há também exageros dentro da igreja, tanto no excesso de silêncio ou de condenação. Mas o resultado é o mesmo: medrosos, os namorados não se abrem para com seu pastor ou irmãos mais maduros. E assim cresce aquele doloroso conflito nos seus corações: “Sei que não consigo vencer essa tentação sozinho, mas serei apedrejado se eu abrir a boca.” E o namoro prossegue, sobrecarregado com sentimentos de culpa e falsidade.

Claro, o culpado da história não são os desejos em si, e sim a expressão inadequada daqueles desejos.

Um princípio que talvez seja de ajuda aos nossos jovens é o seguinte: foi Deus quem inventou a progressão natural da intimidade, e não Satanás. Ou seja, como o gráfico ilustra, é normal o desejo de intimidade aumentar de acordo com o tempo e aproximação investidos.

intimidade-namoro-grafico

E, da mesma forma, e aqui está a chave da questão, é absolutamente ANORMAL que a intimidade se diminua enquanto a aproximação e o tempo estiverem crescentes.

Sendo assim, reconheçamos então que há somente três maneiras para evitar que a intimidade inadequada venha sobrecarregar o casal:

  1. Ou se encerra a aproximação;
  2. Ou se encerra o tempo;
  3. Ou se procure o casamento, aonde a aproximação e tempo podem ser satisfatoriamente investidos.

Claro, nenhum casal optará pelas primeiras duas opções. E, assim, a única opção lógica, bíblica e segura é a 3ª.

O que acontece é que se tem inventado uma 4ª opção, a qual sugere que um casal de namorados poderá estender a aproximação do namoro e ao mesmo tempo negar todo e qualquer sinal de intimidade emocional, física ou sexual, se estiverem ‘dedicados suficientemente ao Senhor’. Como se fosse possível – graças a uma boa dose de santidade! – alimentar um fogo sem aumentar seu calor.

A ideia é absurda mas tem gerado crises espirituais em muitos jovens que, almejando a pureza, buscam ser “super cristãos” o suficiente para aniquilarem a matemática relacional que o próprio Deus formulou. Imagine tamanha nuvem de decepção que pesa sobre suas cabeças.

A solução? Abra o jogo e ofereça expectativas reais. Um “namoro de Deus” é justamente aquele que reconhece que namoro não é o ideal que Deus projetou. Namoro sempre deixará a desejar. Por mais romântico e colorido que seja, é péssimo a longo prazo. Não se encante com ele.

Deseja curtir uma boa companhia por anos a fio? Isso se chama casamento.

Deus deseja que sejamos ricos. Aqui está a prova:

Você pode não acreditar, mas a Bíblia diz claramente que os cristãos têm direito a riqueza. Dúvida?

Nas Escrituras, encontramos varias menções da riqueza divina concedida aos homens. Veja só:

  • Deus deseja que saibamos “quais são as riquezas da glória da sua herança” (Ef. 1.18)
  • Deus planeja mostrar “a suprema riqueza da sua graça” (Ef 2.7)
  • Paulo pregava acerca das “riquezas insondáveis de Cristo” (Ef 3.8)
  • Deus nos abençoa de acordo com as “riquezas da sua glória” (Ef 3.16)
  • Todas as nossas necessidades são supridas segundo a “riqueza na glória em Cristo” (Filipenses 4.19)

Pois bem, quais riquezas são essas? E como podemos recebê-las?

A FONTE DA RIQUEZA É JESUS CRISTO

Essas riquezas mencionadas acima seriam, talvez, uma conta bancária cheia e transbordante? Não. São riquezas superiores ao dinheiro impresso na Casa da Moeda! Veja o que Paulo escreveu aos Efésios:

“Nele temos a redenção, o perdão dos nossos pecados pelo seu sangue, segundo a riqueza da sua graça” (Ef 1.7)

Ou seja: a riqueza da graça de Deus se expressa no eterno perdão dos nossos pecados e na salvação das nossas almas!  Por isso, as riquezas divinas não podem ser roubadas, perdidas ou corrompidas. São garantidas para todos que confessam seus pecados e confiam em Jesus Cristo.

Existe riqueza maior do que ter um relacionamento com o Salvador? O dinheiro impresso pelos bancos nacionais ou o ouro descoberto em minas não se pode comparar com a preciosidade de ser resgatado por Jesus Cristo! Assim diz o apóstolo Pedro:

Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo…” (1Pe 1.18,19)

Sim, Jesus Cristo, o Filho de Deus, tomou forma de homem, viveu entre nós, foi obediente à vontade de Deus até a morte de cruz, para que pudéssemos conhecer a riqueza da salvação, perdão e regeneração. Paulo disse aos corintios:

“Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis.” 2Co 8.9

Tendo Jesus Cristo como Salvador, somos abençoados com a maior benção de todas: um relacionamento com o Deus que nos criou!

A GRAÇA DE DEUS É RICA PARA CONOSCO

Quando falamos da graça de Deus, estamos nos referindo às expressões de seus atributos para conosco, atributos tais como a compaixão, bondade e misericórdia. São expressões de Si mesmo, e não são superficiais. São profundas e significantes, e testemunham de quem Deus é.

Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. (Ef 2.7)

Deseja conhecer os atributos de Deus? Em Jesus Cristo “temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus” (Rm 5.2)

RIQUEZA FINANCEIRA É INCERTA

E a riqueza financeira? Não devemos ser todos ricos? Não. Antes, devemos todos ser contentes com a suficiência que encontramos em Jesus Cristo.

Paulo aconselha a Timóteo: “Devemos estar satisfeitos se tivermos alimento e roupa” (1Tm 6.7). E ainda adverte: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos loucos e nocivos, que afundam os homens na ruína e na desgraça. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males…” (1Tm 6.10).

É verdade que muitos cristãos podem encontrar tanto a pobreza quanto a riqueza durante suas vidas terrenas. O próprio apóstolo Paulo dizia, “Tenho experiência diante de qualquer circunstância e em todas as coisas, tanto na fartura como na fome; tendo muito ou enfrentando escassez” (Filipenses 4.12). E assim aprendeu “a estar satisfeito em todas as circunstâncias em que me encontre” (Filipenses 4.11).

Assim como tudo neste mundo, as riquezas são incertas. O homem que depositar sua fé nelas será abalado e frustrado.

“[Não] ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos;” 1 Tim 6.17

Que possamos nos contentar com as riquezas que temos em Jesus Cristo!

Quero trabalhar no ministério mas tenho uma família para sustentar, o que faço?

1. Ouça ao apóstolo Paulo: “Se alguém não cuida dos seus, especialmente dos de sua família, tem negado a fé e é pior que um descrente” (1Tm 5.8). Aquele que deixa de sustentar sua família (saúde, alimentação, moradia) para fazer “ministério”, faz um desserviço a obra.

2. Saiba que o ato de sustentar sua família já é uma forma de ministrar.

3. Se não é possível trabalhar no ministério integralmente, não sinta que você está abandonando seu ‘chamado’. Antes de ser chamado ao ministério, você foi chamado para ser marido, pai e líder no lar.

4. Devemos seguir o exemplo de Jesus Cristo: Ele cuida da Sua Noiva, a Igreja. Logo, devemos cuidar das nossas noivas.

5. Dinheiro não é tudo, claro. Mas cuidar de uma família exige dinheiro. Devemos ter fé, claro. Mas não podemos pagar o padeiro com fé. Deus nos dará o pão de cada dia, mas geralmente Ele fará isso por meio de uma transação comercial na padaria.

10 conselhos para quem sonha em estudar teologia

Meu amigo e professor Tiago Santos, pastor na Igreja Batista da Graça e diretor-pastoral do Seminário Martin Bucer, compartilhou dez conselhos para aqueles que querem estudar teologia.

Um jovem de 18 anos me procurou, dizendo que quer estudar teologia. Ofereci a ele, como resposta, dez conselhos, ou dez passos, como queira, que quem deseja estudar teologia deve atentar:

1. Procure examinar seu coração diante de Deus e se certificar de que sua fé está firmada unicamente na pessoa e obra de Jesus Cristo.

2. Leia as Escrituras rotineiramente. Todos os dias, se puder. Procure estudar particularmente os evangelhos, começando com o evangelho de João. Ore e peça que o Espírito de Deus ilumine seu entendimento da Palavra.

3. Desenvolva o hábito da oração e da confissão de pecados. Busque em Cristo arrependimento, perdão e direção.

4. Desenvolva a santidade: desconfie do velho homem e revista-se de um novo homem, com valores da fé cristã, conforme o ensino da Escritura. Seja ético em tudo que fizer. Seja honesto, verdadeiro, íntegro e um bom exemplo para todos os que convivem com você. Isto é uma luta diária e é uma luta difícil. Você precisará de graça de Deus para isso.

5. junte-se a uma igreja local. Sem igreja, o estudo da teologia é vazio e sem sentido. Não se pode pensar num membro do corpo fora do corpo. A fé cristã ganha expressão na comunidade cristã que é a igreja. Torne-se membro de uma igreja genuinamente evangélica e fique firme nela. Ame a igreja e sirva a igreja.

6. Submeta-se à pregação rotineira da palavra de Deus e não deixe de participar dos cultos de adoração ao Senhor Jesus Cristo. Você precisa disto para crescer na fé e entendimento das Escrituras.

7. Procure aconselhar-se com irmãos mais experientes na fé e, particularmente, com o pastor de sua igreja.

8. Procure estudar bastante. Estou falando da escola e dos livros mesmo. Aprenda uma profissão e se especialize nela. Torne-se um profissional competente, diligente e excelente no que faz.

9. Desenvolva uma cultura de leitura: Leia bons livros cristãos; leia a história da igreja e leia boa literatura clássica;

10. Quando isto for uma realidade concreta em sua vida; quando você estiver fazendo isso por alguns anos, aí sim você deve pensar em estudar teologia. Antes disso, é perda de tempo.

Fonte: facebook.com